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AnaMid completa quatro anos e inicia novo ciclo em um mercado digital mais maduro e complexo

AnaMid completa quatro anos e inicia novo ciclo após consolidar sua atuação no ecossistema digital brasileiro.

Redação Instituto · · 9 min de leitura

Quatro anos podem parecer pouco tempo.

No mercado digital, não são.

Entre 2022 e 2026, inteligência artificial generativa, automação, novas plataformas, mudanças no comportamento de consumo, novos modelos de mídia, privacidade, dados, regulação e transformação dos mecanismos de busca alteraram novamente a forma como empresas trabalham, vendem, se comunicam e se relacionam com seus públicos.

Foi justamente nesse período que a AnaMid – Associação Nacional do Mercado e Indústria Digital construiu sua primeira fase de atuação.

Fundada em setembro de 2022 por 29 lideranças de diferentes regiões do Brasil, a entidade completa quatro anos reunindo cerca de 400 associados e inicia agora um novo ciclo institucional, com Vinícius Melo assumindo a presidência nacional para a gestão 2026-2029.

A transição encerra a primeira gestão da associação, conduzida por Rodrigo Neves, um dos fundadores da AnaMid e atual presidente do Instituto da Maturidade Digital, que passa a atuar na entidade como vice-presidente de Relações Institucionais.

De uma ideia para uma associação nacional

A proposta inicial da AnaMid partiu de uma percepção relativamente simples: o mercado digital brasileiro havia crescido muito, mas ainda precisava ampliar sua capacidade de diálogo, articulação e representação.

Agências, empresas de tecnologia, publishers, plataformas, profissionais, startups, marcas, consultorias e diferentes especialidades formavam um enorme ecossistema, muitas vezes trabalhando sobre desafios semelhantes, mas sem necessariamente conversarem entre si.

Nos quatro primeiros anos, a AnaMid realizou mais de 300 eventos, alcançando mais de 15 mil profissionais em 20 cidades brasileiras.

Além dos encontros presenciais e digitais, a associação desenvolveu aproximadamente 20 pesquisas, cartilhas, guias e e-books, estabeleceu mais de 40 acordos e parcerias institucionais e contou com uma rede de aproximadamente 60 profissionais distribuídos pelo Brasil participando de suas iniciativas.

Mais do que números, esses indicadores ajudam a mostrar um movimento importante: a construção de espaços para que o próprio mercado digital pudesse discutir seus desafios.

“É difícil resumir quatro anos apenas em números. Foram milhares de horas, dezenas de viagens, centenas de encontros e muita gente envolvida. Mas, para mim, o principal resultado foi ajudar a construir uma associação verdadeiramente nacional, capaz de aproximar profissionais, empresas e entidades que fazem parte do mercado digital brasileiro. A AnaMid nasceu para conectar esse ecossistema, gerar discussão, produzir conhecimento e representar um mercado que precisava conversar mais entre si. Foram 1.460 dias vivendo isso muito de perto”, afirma Rodrigo Neves.

A consolidação também passa pela união do mercado

Outro movimento relevante desse primeiro ciclo aconteceu por meio da aproximação e integração com outras entidades.

A AnaMid incorporou duas organizações representativas de segmentos importantes da economia digital: a Associação Brasileira das Agências de E-commerce (APAGE) e a Associação Nacional de Publishers do Brasil (ANPB).

As fusões ampliaram o escopo de representação da associação e colocaram dentro de uma mesma estrutura institucional diferentes agentes do mercado digital.

Um dos resultados desse processo foi a criação do Brasil Digital Awards e a incorporação do Brasil Publisher Awards, que chega à sua terceira edição.

As duas premiações mantêm propostas, categorias e processos próprios, mas passam a fazer parte de uma estrutura mais ampla de reconhecimento de empresas, profissionais e projetos do ecossistema.

Esse tipo de movimento é importante porque maturidade de mercado não depende apenas de tecnologia.

Depende também de instituições.

Depende de capacidade de articulação.

Depende de padrões, conhecimento compartilhado, formação profissional, representatividade e criação de ambientes onde empresas que normalmente competem também consigam discutir problemas comuns.

O mercado digital de 2026 não é o mesmo de 2022

Talvez esse seja um dos pontos mais interessantes desse aniversário.

A AnaMid completa quatro anos representando um mercado bastante diferente daquele existente quando foi fundada.

Em 2022, segundo dados do Cetic.br, aproximadamente 13% das empresas brasileiras utilizavam algum tipo de inteligência artificial. Entre as grandes empresas, o índice chegava a 39%.

Em 2026, esses percentuais passaram para aproximadamente 17% das empresas em geral e 50% das grandes companhias.

A publicidade digital também ampliou sua relevância.

Segundo dados do IAB Brasil, os investimentos passaram de aproximadamente R$ 32,4 bilhões em 2022 para R$ 42,7 bilhões em 2025.

Ao mesmo tempo, vídeo, redes sociais, creator economy, retail media, dados, automação e inteligência artificial ganharam espaço dentro das estratégias das empresas.

Mas crescimento de investimento e adoção de tecnologia não significam, necessariamente, aumento proporcional de maturidade digital.

Esse é justamente um dos debates que ganham importância.

Adotar mais ferramentas é diferente de possuir processos melhores.

Utilizar inteligência artificial é diferente de ter uma estratégia de inteligência artificial.

Gerar mais dados é diferente de conseguir transformá-los em decisões.

Digitalizar operações é diferente de desenvolver uma organização preparada para operar continuamente em um ambiente digital.

Essa mudança de perspectiva ajuda a explicar por que discussões relacionadas a governança, integração de dados, capacitação profissional, segurança, privacidade, ética, inteligência artificial, regulação e desenvolvimento organizacional começam a ganhar cada vez mais espaço.

O próximo ciclo será menos sobre “entrar no digital” e mais sobre amadurecer nele

Durante muitos anos, boa parte das discussões sobre transformação digital esteve concentrada na necessidade de adoção.

Ter um site.

Entrar no e-commerce.

Estar nas redes sociais.

Utilizar dados.

Automatizar processos.

Adotar inteligência artificial.

Em muitos setores, essa etapa já aconteceu.

O desafio agora começa a mudar.

As empresas precisam entender como integrar essas tecnologias à estratégia, às pessoas, aos processos e aos modelos de gestão.

É nesse ponto que a discussão sobre maturidade digital se torna ainda mais relevante.

Tecnologia continua sendo fundamental. Mas passa a ser cada vez menos suficiente quando analisada isoladamente.

Organizações digitalmente maduras precisam desenvolver capacidade para aprender, adaptar processos, integrar informações, formar pessoas, estabelecer governança e tomar decisões em um ambiente que muda continuamente.

E associações de mercado também fazem parte desse processo.

Um ecossistema amadurece quando consegue não apenas criar novas empresas e tecnologias, mas também construir instituições capazes de organizar discussões, gerar conhecimento e representar interesses coletivos.

Uma nova gestão para um novo momento

A passagem para a gestão 2026-2029 acontece dentro desse contexto.

Vinícius Melo, que já participava da administração anterior como vice-presidente de Expansão, assume a presidência nacional da AnaMid com três frentes prioritárias: ampliar oportunidades de negócios para os associados, consolidar a atuação regional da associação e fortalecer o relacionamento com plataformas, entidades de classe e outros agentes estratégicos.

A nova estrutura também reorganiza vice-presidências e diretorias ligadas a áreas como Relações Institucionais, Comunicação e Marketing, Projetos Especiais, Publishers, Marcas, Educação, Tecnologia e Relações Internacionais.

“Assumir a presidência da AnaMid neste momento é, ao mesmo tempo, uma grande honra e uma grande responsabilidade. A primeira gestão construiu bases importantes e consolidou a presença da entidade no mercado. Agora, nosso desafio é dar o próximo passo: transformar essa força e representatividade em ainda mais valor para os associados, ampliar nossa capacidade de articulação e preparar a AnaMid para os novos desafios de um mercado digital que se transforma cada vez mais rápido”, afirma Vinícius Melo.

Para o novo presidente, o próximo ciclo também deverá aproximar ainda mais a associação das empresas e profissionais que compõem o ecossistema.

“Queremos que esse novo ciclo seja marcado por uma atuação cada vez mais prática e próxima de quem faz o mercado acontecer. A ideia é concentrar esforços em projetos que tenham propósito claro, fortalecer a presença da AnaMid em diferentes regiões do País e criar ambientes em que empresas, profissionais e parceiros possam trocar conhecimento, construir conexões e gerar oportunidades.”

Quatro anos depois, começa uma nova etapa

A trajetória da AnaMid também ajuda a mostrar o quanto o mercado digital brasileiro avançou — e o quanto ainda precisa avançar.

Em apenas quatro anos, tecnologias mudaram, plataformas surgiram, modelos de negócio foram redesenhados e novas discussões entraram definitivamente na agenda das organizações.

O próximo ciclo provavelmente será ainda mais intenso.

Inteligência artificial, agentes autônomos, novos modelos de busca e descoberta, transformação das interfaces digitais, proteção de dados, segurança, responsabilidade tecnológica e novos modelos de trabalho devem continuar pressionando empresas e profissionais a reverem suas estruturas.

Por isso, talvez a principal mudança seja conceitual.

O desafio do mercado já não é simplesmente se tornar digital.

O mercado já é digital.

O desafio agora é se tornar mais maduro digitalmente.

E isso exige tecnologia, mas também estratégia, conhecimento, governança, colaboração e instituições capazes de acompanhar um ecossistema que não para de mudar.

Os primeiros quatro anos da AnaMid ajudaram a construir parte dessa estrutura.

Agora começa o próximo ciclo.


Sobre a AnaMid

A Associação Nacional do Mercado e Indústria Digital reúne cerca de 400 associados, incluindo agências, empresas, startups, plataformas, indústrias e profissionais que fazem parte do ecossistema digital brasileiro.

Fundada em setembro de 2022 por 29 lideranças de diferentes regiões do País, a AnaMid atua por meio de articulação institucional, produção de conhecimento, incentivo à inovação, networking, geração de negócios, eventos, pesquisas e participação em discussões relacionadas ao desenvolvimento do mercado digital brasileiro.

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