Antes de propor um modelo próprio, estudei profundamente os principais frameworks acadêmicos e de consultoria. Cada um tem méritos e limitações. Conhecê-los ajuda a entender por que o CDE existe.
MIT/Capgemini — Digital Masters
Define dois eixos: capacidade digital (uso de tecnologias) e capacidade de liderança (visão, governança, engajamento). Cruza esses eixos em quatro quadrantes. Pioneiro em tratar transformação digital como combinação de tecnologia + liderança transformacional.
Forrester — Digital Maturity
Avalia em quatro dimensões: cultura, organização, tecnologia e insights. Foco forte em métricas e dados. Útil para benchmarking entre empresas e setores.
Deloitte — Digital Maturity Model
Estrutura multidimensional cobrindo 5 áreas: clientes, estratégia, tecnologia, operações e organização/cultura. Avaliação em 5 níveis.
BCG — Digital Acceleration Index
Foca em 4 blocos: novos modelos de negócio digitais, jornada digital do cliente, processos e operações digitais, e enabler tecnológico. Bem aplicado em contextos B2B industriais.
Gartner — IT Score
Modelo de 5 níveis aplicado especificamente à TI da organização. Avalia governança, processos, capacidades. Útil para CIOs.
Por que não basta combinar todos?
Cada modelo é forte em algo, mas todos compartilham uma limitação: tratam maturidade como progressão linear. Isso é o que o CDE corrige — adicionando o conceito de evolução contínua e vigilância contra regressão.
Próximos passos
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